As restrições à mobilidade durante a crise da Covid-19 revelaram dois lados da mesma moeda. Por um lado, o confinamento como privilégio das classes urbanas que podem se isolar do mundo exterior; por outro, o aprofundamento da vulnerabilidade trabalhista, habitacional e legal vivida pelos imigrantes – especialmente aqueles com renda insuficiente –, idosos sem redes de apoio, trabalhadores assistenciais, recém-chegados, requerentes de asilo e migrantes indocumentados.
Em meio a esta crise, Barcelona se tornou uma face visível ao pedir ao seu governo nacional e à União Europeia que atuem para que imigrantes e refugiados não sejam deixados para trás durante a pandemia. Exemplos dessas ações incluem a decisão de assinar, juntamente com outras nove cidades pertencentes à iniciativa Cidades Solidárias, uma carta expressando às instituições da União Européia sua disposição de acolher menores refugiados desacompanhados que vivem em campos nas ilhas gregas.
A nível local, a Câmara Municipal, juntamente com entidades pertencentes ao Conselho Municipal de Imigração (CMIB), solicitou ao Governo da Espanha uma regularização extraordinária dos imigrantes. Também iniciou uma campanha que pede aos municípios para não dificultar o registro de estrangeiros sob o slogan 'Padrò són drets' ('Registro é um direito'). Da mesma forma, a Câmara Municipal revelou, juntamente com os imigrantes e entidades sociais locais, as diferentes ações destinadas a oferecer ajuda e serviços sem discriminação com base no status imigratório.