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Crimes contra a humanidade na Venezuela: relatório da ONU pede responsabilização

Missão da ONU diz que autoridades venezuelanas e forças de segurança planejam e executam graves violações dos direitos humanos desde 2014, incluindo execuções arbitrárias e tortura sistemática.

Uma mulher com lágrimas de sangue pintadas nos olhos participa de um protesto contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas,
Uma mulher com lágrimas de sangue pintadas nos olhos participa de um protesto contra o governo de Nicolás Maduro em Caracas, junho de 2019
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O Estado venezuelano deve exigir responsabilidade dos autores de execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias e torturas e impedir novos atos desta natureza, diz a missão internacional independente de averiguação de fatos das Nações Unidas à Venezuela em seu primeiro relatório, publicado em 16 de setembro.

A missão investigou 223 casos, dos quais 48 estão incluídos como estudos de caso abrangentes no relatório de 443 páginas. Além disso, a missão examinou outros 2.891 casos para corroborar os padrões de violações e crimes.

Embora reconhecendo a natureza da crise e das tensões no país e a responsabilidade do Estado em manter a ordem pública, a missão constatou que o governo, agentes do Estado e grupos que trabalham com eles cometeram graves violações dos direitos humanos de homens e mulheres na Venezuela. Identificou padrões altamente coordenados de violações e crimes de acordo com as políticas de Estado e parte de um curso de conduta difundido e sistemático, constituindo assim crimes contra a humanidade.