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Cúpula da Amazônia: pouca ação e muitas palavras

Declaração de Belém não inclui compromissos e metas concretas de combate ao desmatamento da floresta amazônica

Lula sentado à mesa com outros representantes
Lula e ministros nas negociações da Cúpula da Amazônia. Declaração de Belém espera que países desenvolvidos cumpram meta de investir US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático, mas compromisso para zerar desmatamento na Amazônia ficou de fora
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A semana começou com altas expectativas com o início da Cúpula da Amazônia, realizada em Belém do Pará, uma iniciativa inédita de reunião de líderes sul-americanos que abrigam a floresta amazônica. Mas foi encerrada com um ar de frustração com a ausência de líderes, a falta de metas concretas para reverter o desmatamento, que já chega a 17% do bioma, e sem veto à exploração de petróleo na região. 

Anfitrião da cúpula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início ao evento com entusiamo. “Há quatorze anos não nos reuníamos”, disse na terça-feira durante seu discurso de abertura. “Nunca foi tão urgente retomar e ampliar essa cooperação”. 

O evento foi promovido pelos países-membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), um bloco formado por oito nações amazônicas inaugurado com um tratado de cooperação assinado em 1978. Em 45 anos de existência, a cúpula marca o quarto encontro do bloco, e o primeiro de caráter socioambiental.