Bilhões de dólares são gastos para ensinar as pessoas a se alimentar de forma saudável. Mas mesmo se você seguir a dieta ecológica do EAT-Lancet e seu prato estiver cheio de comida nutrívora sem glúten, hortaliças, items ovo-pescetarianos (peixes selvagens!), ainda pode estar faltando alguma coisa. A produção de alimentos industrializados e as péssimas condições da saúde do planeta levantam a questão: como podemos adicionar clima e justiça social à nossa dieta?
Este ano, os membros do Comitê Consultivo de Diretrizes Dietéticas se reunirão para atualizar suas recomendações. Mas esse esforço para ajudar a guiar os americanos em direção a uma dieta “balanceada” também é produto do lobby das indústrias de laticínios, grãos e carne, que há muito são acusadas de buscar lucro em detrimento da saúde.
Considerando o impacto do racismo ambiental e o número de desertos alimentares nos Estados Unidos, está claro que a produção e o consumo de alimentos não são apenas decisões pessoais. É sobre política e sistemas que determinam quem tem opções de alimentos saudáveis disponíveis e quem não tem. As diretrizes existentes não apenas ignoram as questões climáticas e dependem de práticas intensivas de agricultura industrial, mas também atribuem a culpa pela saúde corporal precária e pela qualidade de vida com base em “escolhas” que, para muitas pessoas, simplesmente não existem.