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Dinheiro sujo, democracia ferida: que fazer?

Os fundos ilícitos podem danificar as instituições democráticas a vários níveis e em todas as regiões do mundo, do Paquistão ao Peru, do Mali ao Myanmar. Mas há maneiras de impedir ou ao menos limitar dito dano. English. Español.

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Este verão no Paquistão um escândalo de corrupção em massa envolvendo partidos políticos e funcionários públicos saiu a luz, relativo à apropriação indevida de terrenos na cidade de Karachi, a capital da província mais povoada do país, Sindh. Um relatório publicado em junho de 2015 pelos “Pakistani Rangers”, uma força paramilitar baixo a supervisão direta do ministro de interior, prova o denominado “nexo malvado”.

O papel dos partidos políticos é importante, uma vez que no Paquistão são vistos- assim como a polícia e os funcionários públicos-como instituições corruptas e pouco fiáveis. Relatórios de Transparência Internacional confirmam esta suspeita, algo que não se viu em nada beneficiado pelo mais recente escândalo. Pelo contrário, é um exemplo mais de como dinheiro sujo, uma vez que entra na política, pode danificar seriamente as instituições democráticas.