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O tempo está se esgotando para frear o acordo comercial UE-Mercosul

É totalmente contraditório que a Comissão Europeia se mantenha firme no seu apoio a este acordo comercial, ao mesmo tempo que propõe um aumento da sua meta climática para 2030.

Projeto do Greenpeace "EU-Mercosur deal: risco de incêndio para a Amazônia" no prédio do Ministério das Relações Exteriores d
Projeto do Greenpeace "EU-Mercosur deal: risco de incêndio para a Amazônia" no prédio do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, setembro de 2020
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O mundo está à beira do precipício. Estamos próximos a vários pontos de inflexão irreversíveis para o clima e a biodiversidade, que, se alcançados, aumentariam o número de crises enfrentadas e acelerariam a extinção da vida neste planeta. Apesar da pandemia e dos apelos que a acompanham por uma nova ordem social e econômica, a retórica política não corresponde à realidade.

Na Amazônia, o desmatamento aumentou 30% desde a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e mais 34% no ano passado, quando os incêndios aumentaram em razão da expansão agrícola.

A Rede Europeia de Ação Climática mostrou que a Europa é cúmplice do problema. A União Europeia é destino de um quinto das exportações de carne bovina e soja do Brasil, o que contribui para a destruição da Amazônia. Na verdade, a cada 3 minutos, a UE importa um campo de futebol desmatado. E o acordo comercial UE-Mercosul só vai piorar as coisas.