O mundo está à beira do precipício. Estamos próximos a vários pontos de inflexão irreversíveis para o clima e a biodiversidade, que, se alcançados, aumentariam o número de crises enfrentadas e acelerariam a extinção da vida neste planeta. Apesar da pandemia e dos apelos que a acompanham por uma nova ordem social e econômica, a retórica política não corresponde à realidade.
Na Amazônia, o desmatamento aumentou 30% desde a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e mais 34% no ano passado, quando os incêndios aumentaram em razão da expansão agrícola.
A Rede Europeia de Ação Climática mostrou que a Europa é cúmplice do problema. A União Europeia é destino de um quinto das exportações de carne bovina e soja do Brasil, o que contribui para a destruição da Amazônia. Na verdade, a cada 3 minutos, a UE importa um campo de futebol desmatado. E o acordo comercial UE-Mercosul só vai piorar as coisas.