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O projeto de nacionalização do lítio no México gera confusão e caos

O presidente, Andrés Manuel López Obrador, quer estatizar a extração e produção do 'ouro branco'. Mas a estratégia é eficaz?

O projeto de nacionalização do lítio no México gera confusão e caos
El presidente de México, Andrés Manuel López Obrador. | Maria Fregoso/Alamy Stock Photo
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Em 2019, a empresa britânica Bacanora Lithium descobriu depósitos de lítio em Bacadéhuachi, na província de Sonora, no norte do México. Ela declarou ter encontrado 243,8 milhões de toneladas do mineral — o que a torna a maior reserva do mundo.

Tinha-se especulado que o México ocuparia um lugar entre as nações mais importantes do setor, ao lado do "triângulo do lítio", que hoje inclui Bolívia, Argentina e Chile. Mas em outubro de 2020, a então secretária de Economia do México, Graciela Márquez, negou que o país abrigaria a maior reserva do mundo.

"É muito importante — e quero enfatizar isto — que, quando a estimativa do depósito de lítio foi feita, todo o barro foi levado em conta, mas essas toneladas de barro não são de lítio", explicou Márquez, em evento no senado mexicano.