Eventos climáticos extremos aumentaram em frequência e intensidade na última década, com o último mês vendo uma rara combinação de problemas na América do Norte, Mediterrâneo e Oriente Médio, norte da China e Coreia do Sul. Para os britânicos, houve o choque adicional de ver turistas fugindo de incêndios florestais, especialmente na Grécia.
Todos esses eventos fazem parte dos estágios iniciais do colapso climático, que se agravará progressivamente a menos que o mundo faça uma transição rápida e revolucionária para uma economia de baixo carbono, mas há poucos indícios de que as lideranças políticas estejam minimamente preparadas para isso. Pelo menos o secretário-geral da ONU, António Guterres, está usando uma linguagem diferente, principalmente o uso de “ebulição global” em vez de "aquecimento global" em seus alertas sobre o que está por vir.
Ele é uma exceção. A opinião pública em geral ainda não está ciente das grandes mudanças necessárias. Todos os alertas dos cientistas do clima, juntamente com a evidência de nossos próprios olhos, parecem valer pouco enquanto nos movemos em direção a um planeta instável, caótico e superaquecido.