
Carmen Aristegui. Foto: Josep A. Vilar.
A jornalista mexicana e apresentadora de televisão e rádio Carmen Aristegui é umas das jornalistas mais reconhecidas e líder de opinião no México, famosa por suas investigações críticas do governo mexicano. Ela é a diretora e apresentadora do programa de notícias Aristegui da CNN en Español, escreve regularmente para a seção de opinião da revista Reforma, e é impulsora do AristeguiNoticias.com, um portal de notícias e análise. Em 2012 foi nomeada Chevalier da Legião de Honra francesa em reconhecimento a sua “luta pela liberdade de expressão e seu compromisso com a defesa de quem frequentemente não tem voz nos meios de comunicação, além do seu trabalho pela defesa da democracia e o estado de direito no México’. Em 2016, foi eleita uma das 100 mulheres da BBC e em 2017 uma das 50 “Líderes mundiais” pela revista Fortune. Ela ganhou diversos prêmios pelo seu trabalho, entre eles o Prêmio Nacional do Jornalismo (cinco vezes), o Prêmio Gabriel García Márquez, o Prêmio PEN México, e, recentemente, o Prêmio Casa Amèrica Catalunya 2017 pela Liberdade de Expressão na Ibero-América, que recebeu em uma sala lotada pelo público na Prefeitura de Barcelona esse último 19 de julho – um prêmio estendido, através de sua figura, a todos os jornalistas do México, “um país de alto risco para a nossa profissão”, como ela mesma diz.
Sem dúvida: em 2017, os jornalistas mexicanos Miroslava Breach, Ricardo Monluí, Cecilio Pineda, Maximino Rodríguez, Filiberto Álvarez e Javier Valdez foram assassinados nos estados de Guerrero, Veracruz, Chihuahua, Baja California Sur, e Sinaloa; e entre 2000 e 2016, 105 jornalistas perderam a vida violentamente no México, segundo dados da Atenção Especial para a Atenção dos Delitos contra a Liberdade de Expressão.