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O Perú terá que escolher entre democracia e ditadura

A segunda volta supõe um dilema que se resolveria facilmente com a participação ativa e militante das esquerdas que atualmente sumam um 22.88% da votação nacional. English Español

Susel Paredes Piqué
14 April 2016
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Uma mujer Quechuaa pasa à frente dum graffiti em Ayacucho, Peru. AP Photo/Rodrigo ABD /Todos os dereitos reservados

No próximo domingo 5 de junho, o Peru terá uma segunda volta eleitoral para decidir a presidência da república entre Keiko Fujimori y Pedro Pablo Kuczynski.

O Fujimorismo

Hoje, dia 12 de abril, como 95.32% dos votos apurados, o partido Força Popular liderado pela filha do ditador condenado e preso por crimes contra a humanidade e corrupção, Alberto Fujimori, passou à segunda volta com um 39.74% dos votos.

O que além disso a constitui como primeira força politica no Congresso da República, dispondo duma maioria extraordinária. Isto também significa que a possibilidade duma nova constituição está cada vez mais longe, uma vez que o Fujimorismo a defenderá como principal legado do ditador.

Se Keiko Fujimori chegar à presidência, as propostas de direitos humanos e direitos civis serão paralisadas no Congresso, e as comunidades historicamente excluídas correm uma grave perigo.

Peruanos pela Mudança

Em segundo lugar ficou o partido “Peruanos pela Mudança” liderado por Pedro Pablo Kuczynski que obteve 21.04% dos votos, que defende diversas iniciativas legislativas que visam proteger os direitos humanos e direitos civis, concretamente os da comunidade LTGBI, que propõe:

União civil, incorporação dos direitos da comunidade LTBGI no Plano Nacional de Direitos Humanos, a elaboração dum registo de vítimas de agressão pela sua orientação sexual e identidade de gênero e uma lei contra os crimes de ódio.

O role das esquerdas

A esquerda conseguiu desde o Frente Amplio, liderado por Veronika Mendoza, 18.79% dos votos, recuperando um saudável protagonismo parlamentário próprio depois de décadas, já que os congressistas de esquerda que emergiram anteriormente fizeram-no através do atual partido de governo.

Um facto interessantes é a participação de Gregorio Santos, atual governador da região Cajamarca, que apesar de estar preso e sem ter sido ainda condenado, obteve desde a sua participação no partido Democracia Direta um 4.09% dos votos, além duma vitória incontestável na região Cajamarca onde conseguiu 40.63% dos votos da região. Imaginam o que poderia ter acontecido se estivesse em liberdade? Pese a que a competiu do outro lado dos muros prisionais, Gregorio Santos demonstra uma capacidade política muito interessante que não devemos perder de vista.

Os ex-presidentes

Alejandro Toledo simplesmente ficou aquém das expetativas, e Alan García teve que renunciar à presidência do partido. Esperemos que esta seja a morte dos caudilhismos da APRA e do Peru Possível, com a consequente aparição das gerações oprimidas pelos caciques para refundar estes partidos em benefício da democracia.

A segunda volta

A segunda volta apresenta um dilema que se resolveria facilmente com a participação ativa e militante das esquerdas que atualmente sumam um 22.88% da votação nacional.

Estas forças políticas do país representadas pelo Frente Amplio e Democracia Direta, têm nas suas mãos a responsabilidade de liderar uma campanha forte e ativa contra a ditadura. Esse quase 23% da esquerda fresca e renovada pode definir o destino do Peru pondo-o nas mãos da democracia ou colocando-o nas garras da ditadura.

Stop the secrecy: Publish the NHS COVID data deals


To: Matt Hancock, Secretary of State for Health and Social Care

We’re calling on you to immediately release details of the secret NHS data deals struck with private companies, to deliver the NHS COVID-19 datastore.

We, the public, deserve to know exactly how our personal information has been traded in this ‘unprecedented’ deal with US tech giants like Google, and firms linked to Donald Trump (Palantir) and Vote Leave (Faculty AI).

The COVID-19 datastore will hold private, personal information about every single one of us who relies on the NHS. We don’t want our personal data falling into the wrong hands.

And we don’t want private companies – many with poor reputations for protecting privacy – using it for their own commercial purposes, or to undermine the NHS.

The datastore could be an important tool in tackling the pandemic. But for it to be a success, the public has to be able to trust it.

Today, we urgently call on you to publish all the data-sharing agreements, data-impact assessments, and details of how the private companies stand to profit from their involvement.

The NHS is a precious public institution. Any involvement from private companies should be open to public scrutiny and debate. We need more transparency during this pandemic – not less.


By adding my name to this campaign, I authorise openDemocracy and Foxglove to keep me updated about their important work.

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