“Quem não deseja ter paz! Mas esta paz consegue-se ao incentivar de forma permanente um futuro melhor, criando empregos, fortalecendo a cultura.... Falando com a guerrilha podemos ver como eles também estão cansados, querem dormir tranquilos, também são pessoas, também precisam de paz. O exército e a polícia também precisam de paz." Entrevista a ator chave na região Macarena-Guaviare (Sul-Oriente Colombiano)

Membros da comunidade indígena. Raul ArboledaA/AFP/Getty Images
Se o acordo da Havana se assina e se ratifica (a probabilidade de que isso aconteça é alta), presenciaremos uma nova tentativa de aproximação entre a institucionalidade pública colombiana e certos territórios do pais com os quais pouco se têm relacionado. Territórios onde, precisamente, as Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC) têm maior presença y montada uma maior operação. Esta não será a primeira tentativa de aproximação, já que desde a década dos sessenta diferentes programas foram implementados com esse propósito. Contudo, dá a impressão que estes programas se preocuparam mais em defender uma oferta predefinida do que em entender as demandas locais. Nesse sentido, é de suma importância preguntar-se pelas expectativas e recursos destes territórios tendo em conta o cenário de pós-conflito que cada vez está mais próximo.