
Negociacoes de paz na Havana. Ramon Espinosa / AP/Press Association Images. All rights reserved.
Nos acordos preliminares que foram alcançados na Havana, o Governa da Colômbia e a guerrilha das FARC manifestaram abertamente a sua intenção de promover a participação cidadã na construção da paz territorial. Os pontos até agora acordados, referentes à reforma rural integral, participação política, a solução para o problema das drogas ilícitas e o tema das vítimas, refletem a importância do envolvimento cidadão ao reconhecer que a “construção da paz é (um) assunto da sociedade no seu conjunto que requere a participação de todos sem distinção” (Acordo Geral, 2012, página 1).
Ditos acordos comtemplam a participação das comunidades em assuntos que vão desde a elaboração de planos e programas locais, como os Planos de Desenvolvimento desde uma perspectiva territorial até à vigilância, seguimento e controlo do seu efetivo cumprimento, reconhecendo nela um complemento e um mecanismo de controlo dos sistemas de representação política e da administração publica. Neste sentido, este processo de paz abre as portas a uma oportunidade para fortalecer a democracia através do envolvimento diretos das comunidades nos processos de gestão.