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Como o estado que mais desmata pode se tornar líder da bioeconomia

Com pressões crescentes, governo do Pará tenta dar verniz mais verde ao estado com recordes de destruição da Amazônia

Como o estado que mais desmata pode se tornar líder da bioeconomia
Produção de acerola na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará | Flavio Forner/ASL Brazil/CC BY NC
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São Félix do Xingu é um município superlativo da Amazônia brasileira: é o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do país; o segundo com mais desmatamento médio nos últimos 15 anos; líder nacional em rebanho bovino; e um dos municípios com menor desenvolvimento humano na região.

O município é ainda um claro exemplo da condição do Pará. Desde 2006, o estado é o líder em desmatamento da Amazônia, impulsionado pelo avanço da pecuária, da soja e da construção de estradas e portos para facilitar o escoamento da produção para os mercados doméstico e internacional.

Mas com a crescente pressão para se reverter a devastação do bioma e a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — que prometeu colocar as questões ambientais no topo de sua agenda —, o governador Helder Barbalho parece empenhado em dar um verniz mais verde ao estado.