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Que tipo de mudança na Argentina?

Uma renhida campanha eleitoral e uma segunda volta sem precedentes indicam que um momento histórico está a ter lugar na política Argentina. English. Español.

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Apoaintes de Cristina Kirchner. Demotix. All rights reserved

A Argentina acaba de atravessar um momento politico importante em direção a uma nova era. As eleições presidenciais do dia 25 de outubro de 2015 representam a rejeição da vertente peronista de Cristina Kirchner, que dominou o país desde 2003, significando provavelmente o fim da sua preeminência politica. Mas, supõe isto o fim do populismo na Argentina?

Por toda a América Latina e especialmente na Venezuela, o populismo como forma de anti-liberalismo autoritário está a diluir-se. Uma grande maioria dos votantes argentinos rejeitou-o quando Daniel Scioli (o candidato escolhido pela presidenta) foi incapaz de ganhar a presidência na primeira volta. Isto significa que por primeira vez na história do país, os argentinos deverão votar numa segunda volta que terá lugar no dia 22 de novembro. A transcendência de ir a uma segunda volta é imensa. Os votantes querem uma mudança em relação ao populismo do passado. Alguns peronistas parecem ter perdido os seus votos “cativos” e agora falam de “entender a mensagem que enviaram as urnas” e o bipartidarismo. Os argentinos têm agora a oportunidade de melhorar de forma substancial a qualidade da sua democracia.