Em 8 de junho de 2020, os familiares das vítimas de assassinatos cometidos por policiais nos Estados Unidos e mais de 600 organizações da sociedade civil de todo o mundo abriram um novo capítulo na luta contra o racismo. Juntos, escreveram aos membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para pedir que realizassem uma sessão especial sobre os EUA, a fim de responder à grave crise de direitos humanos causada pela repressão de protestos em todo o país após o assassinato de George Floyd pela polícia e outras mortes injustificadas de negros desarmados pela polícia branca e por justiceiros.
Em resposta, em 12 de junho, o embaixador Dieudonné W. Désiré Sougouri, de Burkina Faso, agindo em nome do Grupo Africano para os Direitos Humanos em Geneva, escreveu à presidente do Conselho, a embaixadora Elisabeth Tichy-Fisslberger, para solicitar um debate urgente sobre violações dos direitos humanos de natureza racial, racismo sistêmico, brutalidade policial e violência contra protestos pacíficos.
O Conselho realizou esse debate urgente em 17 de junho, quando retomou sua 43ª sessão. Dois dias depois, adotou por consenso a resolução A/HRC/RES/43/1 para promover e proteger os direitos humanos e as liberdades fundamentais de africanos e negros contra o uso excessivo da força e outras violações dos direitos humanos por parte de policiais.