
Pedros Passos Coelhos (Ex-Primeiro Ministro) e Aníbal Cavaco Silva (Presidente da República). Gonçalo Silva/Demotix. All rights reserved
Portugal volta às urnas no dia 24 de janeiro para eleger o seu novo presidente. Contudo, a questão realmente importante não é quem será eleito como próximo presidente da república, mas se alguém deveria sê-lo. Depois de dois mandatos consecutivos, as ações (e inações) de Aníbal Cavaco Silva levaram muitos a crer que Portugal estaria melhor se adotasse um sistema de governo diferente.
A engenharia constitucional é uma tarefa incrivelmente difícil. Estabelecer um plano democrático para a democracia é de longe mais difícil que construir um edifício, por muito complexo que este seja. Fatores políticos, históricos e sociais são determinantes para construir um adequado sistema de governo e garantir a sua capacidade para suportar o peso das instituições democráticas. Um erro de cálculo ao identificar e integrar estes fatores pode ter consequências terríveis.