Este ano, algo mudou na maneira como falamos sobre o aborto. Você pode sentir na rua, no Twitter, na mídia... Algo aconteceu e não há volta atrás.
Em maio, o resultado do referendo que aprovou a legalização do aborto na Irlanda me encheu de esperança. Graças à sua energia, os jovens irlandeses alcançaram uma importante vitória pela vida e pelos direitos das mulheres.
Alguns meses depois, a decisão do Senado da Argentina, país da minha família, me deixou com imensa tristeza. Eu não conseguia parar de pensar em como era possível que 38 senadores não tivessem sido capazes de entender o impacto que isso tem na vida das mulheres e suas famílias que não puderam acessar um aborto legal e seguro.