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Como trabalhadoras do sexo no Brasil vêm conquistando direitos pelo sindicato

Em entrevista, a Associação Mulheres Guerreiras discutem os avanços na profissão através de seu ativismo. English

Como trabalhadoras do sexo no Brasil vêm conquistando direitos pelo sindicato
A scene from Campinas, Brazil. | Mauricio Morello/Flickr. Creative Commons (by)
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Em janeiro de 2020, Miriam Haughton e Joel Levy, da Associação de Trabalhadores e Trabalhadoras Sexuais da Jamaica (SWAJ) e Julia O'Connell Davidson, da Universidade de Bristol, visitaram o Brasil para aprender sobre as condições de trabalho das profissionais do sexo brasileiras e sobre o ativismo das trabalhadoras sexuais brasileiras contra a violência e descriminalização. Somos muito agradecidos à Betânia Santos e à Associação Mulheres Guerreiras por nos receber em Itatinga e por nos conceder a entrevista abaixo.

Associação de Trabalhadores e Trabalhadoras Sexuais da Jamaica (SWAJ): Primeiro nós gostaríamos de agradecer você, Betânia, e a Associação Mulheres Guerreias por nos receber aqui em Itatinga e compartilhar um pouco da experiência de vocês com a gente. Você poderia contar um pouco da história das mulheres guerreias, de sua luta e das estratégias utilizadas na busca por direitos.

Betânia Santos: Bom, nós somos um grupo de trabalhadoras sexuais, formada por um grupo de prostitutas do centro da cidade de Campinas. Já existente há 18 anos, portanto já completamos maioridade. Porém, isso na luta, mas no papel estamos com 11 anos de idade, ainda na pré-adoscência, fomos registradas em 2007 e estamos na luta por direitos do trabalho até hoje.