Skip to content

Como o movimento de homeschooling no Brasil apoiou a tentativa de golpe

Defensores da educação domiciliar usaram redes sociais para incentivar tentativas da extrema direita de anular vitória de Lula

Apoiadores de Bolsonaro invadindo prédios do governo
Apoiadores de Bolsonaro invadiram prédios do governo em tentativa de golpe, em 8 de janeiro de 2023 - Ton Molina/Fotoarena/Sipa USA/Alamy Stock Photo
Published:

Membros de organizações brasileiras que defendem a educação domiciliar (homeschooling) apoiaram a tentativa de golpe em Brasília, no dia 8 de janeiro, que tentou derrubar o recém-eleito presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, conforme descobriu openDemocracy.

Alguns deles se envolveram ou fomentaram nas redes discussões antidemocráticas após a eleição de outubro do ano passado, além de difundir desinformação e endossar o coro a favor de um golpe militar. Outros apoiaram ataques online contra juízes do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns participaram diretamente dos ataques aos Três Poderes na capital do país. Várias postagens nas redes sociais foram removidas e algumas contas foram desativadas ou tornadas privadas depois que openDemocracy entrou em contato com esses indivíduos.

Logo após a eleição, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi derrotado por Lula por pouco mais de dois milhões de votos, os apoiadores de Bolsonaro alegaram que a vitória do petista foi uma fraude perpetrada pelo STF e seu chefe, Alexandre de Moraes, supostamente para impor uma ditadura comunista. A solução dos bolsonaristas foi tentar invalidar o resultado democrático e restabelecer Bolsonaro como presidente, inclusive por meio de uma intervenção militar, caso necessário.