
Presidentes da Aliança do Pacífo. Manuel Santos, Michele Bachelet, Ollanta Humala e Enrique Peña Nieto. Ministerio de Relaciones Extranjeros/ Cancillería del Perú)
“Os países da América Latina têm mantido um papel ativo nas negociações climáticas das Nações Unidas e alguns estão dando passos importantes para reduzir as emissões”. A afirmação é do analisa da Brown University (EUA), Guy Edwards, um dos quatro autores do estudo Um novo acordo global pode incentivar a ação climática na América Latina (em tradução livre) onde se comenta o que deve ser apresentado pelo subcontinente na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP21), em Paris, no início de dezembro.
O Peru, país que sediou a última COP, defende que a região tem tido um papel único nas negociações. “Somos uma região diversificada, com países e ecossistemas particularmente vulneráveis às alterações climáticas. Ao mesmo tempo, muitas economias estão avançando. Ainda temos muitos desafios, mas também somos capazes de agir e é hora de fazê-lo. A partir disso, podemos ter uma voz forte nas negociações e a favor da criação de um acordo para apoiar os países em desenvolvimento a implementar ações ambiciosas”, opina Maria Cristina Villanueva, da equipe de negociações de mudanças climáticas do governo peruano.