
Os presidentes da China, Xi Jinping, e do México, Enrique Peña Nieto (imagem: Angèlica Rivera de Peña).
O novo relatório do Conselho do Atlântico e do Centro de Desenvolvimento da OCDE sobre o investimento direto da China na América Latina, titulado (“IEDs chineses na América Latina: novas tendências com implicações globais”, em tradução livre), traz atenção para essa área antes nublada pela falta de clareza dos dados. Nos últimos cinco anos, o montante investido por empresas chinesas na região chegou a mais de US$ 10 bilhões por ano, em média. Essa nova realidade completa um tripé econômico que estabelece a China como um dos principais parceiros da América Latina nas áreas de comércio, financiamento e, agora, investimentos.
Em janeiro de 2015, ao discursar para os líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), reunidos em Pequim, o presidente chinês Xi Jinping disse que as empresas da China investirão US$ 250 bilhões até 2025 na região. O relatório demonstra que já quase metade desse valor já foi investido. Isso é resultado direto de diversos fatores: a estratégia de “internacionalização” da China, em que o governo tem incentivado as empresas nacionais a investirem em outros países; o foco renovado da China na América Latina, como mostra o documento de políticas chinesas de 2016 , lançado em novembro de 2016, apresentando a estratégia do país para o engajamento com a região; e o despertar das empresas chinesas para as oportunidades de investimento que a América Latina tem a oferecer, o que deu a elas uma maior experiência na região.