
As festas de rua do maior carnaval do mundo são talvez um dos últimos lugares onde esperamos encontrar feministas mobilizando-se contra a repressão política.
Mas o Carnaval do Rio foi neste ano o palco escolhido pelo poderoso e crescente movimento feminista brasileiro como uma plataforma para pedir uma ação contra o que é claramente um ataque total contra os direitos das mulheres e de gênero no Brasil.
No último Dia Internacional da Mulher, cerca de 50 mil mulheres participaram de uma passeata em São Paulo, outras 50 mil no Rio de Janeiro e outras milhares em concentrações menores em todo o país. Poucos dias depois, as mulheres realizaram mais de 50 manifestações de resistência para marcar o primeiro aniversário do assassinato da ativista de direitos humanos e vereadora da cidade do Rio de Janeiro Marielle Franco. Essas ações fazem parte de uma campanha que vem sendo ativada há algum tempo, mas que foi reforçada desde a campanha eleitoral do ano passado que levou Jair Bolsonaro, um político misógino, racista e de direita, à presidência do país.