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Arriscando e Inovando em Direitos Humanos

Em nossa pesquisa, profissionais de direitos humanos, ativistas, acadêmicos e financiadores nos deram várias razões para não inovar. No entanto, os riscos são tão grandes quanto alguns pensam? Español English

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É inegável que no mundo dos direitos humanos exista uma forte pressão, incluindo por parte de financiadores, para que se busque "o novo". É também inegável que nossas sociedades estejam passando por mudanças que não podemos ignorar. Mas quando precisamos inovar? E como é que as organizações de direitos humanos – baseadas em valores inegociáveis – sentem-se diante dessa necessidade? Entre 2015-2016, entrevistamos 102 pessoas para fomentar um debate público sobre como organizações de direitos humanos da sociedade civil, incluindo financiadores, têm reagido e adaptado a tendências atuais, como por exemplo a multiplicidade de agendas, crescente fluxo de informação, ativismo não-institucional e crise de representatividade do Estado. Entre os entrevistados para a pesquisa “Organizações Sólidas em um Mundo Líquido”, tivemos acadêmicos de renome, representantes de ONGs e fundações de diversos países.

Inovação não é um panaceia  Em geral, a resistência à inovação foi um tema recorrente. Entrevistados discordaram da tese segundo a qual inovar seria sempre bom - ou bom em si mesmo. A eterna busca pelo novo pode levar organizações a perder seu foco ou a se distrair constantemente com novos programas e projetos. Como Johanna Mair e Christian Seelos observaram, inovação não é um "santo graal", apesar de muitas pessoas aparentemente se referirem a esse conceito como uma "panaceia para todos os males." Não obstante, com base nas respostas que obtivemos, concluímos que resistir à inovação por medo de correr riscos também pode ser um erro. A inovação é importante, mas não deixa de ser uma escolha de cada organização – e não um imperativo. Pode ser um processo simples ou complexo, que requer ao mesmo tempo humildade e ambição.

 Como, então, ONGs podem inovar de forma inteligente, sem se curvar a tendências e chavões?