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Por que a eleição para a presidência do BID deveria ser adiada

A decisão de Trump de sugerir um americano para liderar o Banco prejudica a tarefa urgente de atender às necessidades de uma região assolada pelo coronavírus.

Lixo flutuando em Vila Barca, no estado do Pará, Brasil
Lixo flutuando em Vila Barca, no estado do Pará, Brasil
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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi fundado em 1959 e opera como o principal fornecedor de apoio financeiro para a América Latina e o Caribe. A organização é liderada por latino-americanos desde o início.

Há vários candidatos para liderá-lo. Entre eles, e pela primeira vez na história, um dos Estados Unidos: Mauricio Claver-Carone, atualmente Diretor Sênior do Bureau of Western Hemisphere Affairs do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. A decisão do Presidente Donald Trump de sugeri-lo vem causando bastante desconforto e debate na América Latina e no Caribe.

Neste momento, não há necessidade de entrar em mais detalhes no que diz respeito à ideologia. O argumento deve ser pragmático: para o bem dos interesses da América Latina e do Caribe, para o bem-estar futuro das relações EUA-América Latina, inclusive para os interesses dos Estados Unidos, e para evitar uma nova razão para a crescente influência da China na região, é melhor adiar a eleição do presidente do BID. Várias razões justificam o adiamento.