Skip to content

Berta Cáceres: quando a defesa do meio ambiente custa a vida

Seu assassinato brutal há quatro anos transformou a ativista hondurenha em um ícone na luta pela defesa dos líderes ambientais, que continuam sendo perseguidos e mortos na América Latina. Este é seu perfil. Español

Berta Cáceres: quando a defesa do meio ambiente custa a vida
"BertaCaceresCard007" by LargeMarge is licensed under CC PDM 1.0
Published:

Durante décadas antes de seu assassinato em 2016, Berta Cáceres defendeu o meio ambiente e seu território indígena Lenca em Honduras. Filha de uma parteira e ativista social, que recebeu refugiados de El Salvador durante o período de violência na América Central nos anos 80, Berta sempre esteve perto da luta pelos direitos humanos.

Por isso, em 1993, co-fundou o Conselho Cívico das Organizações Populares e Indígenas de Honduras – COPINH, uma organização Lenca para garantir os direitos da comunidade, opondo-se a projetos extrativistas e defendendo o território. Seu nome sempre foi e será sinônimo de força e resistência.

Berta se considerava, antes de mais nada, uma defensora dos direitos humanos. Uma lutadora que se opôs aos projetos de multinacionais que vieram a Honduras para "colonizar" e violam inescrupulosamente os direitos de comunidades indígenas como a dela. Ela falava com convicção e aspereza sobre as condições que os interesses econômicos e as elites políticas corruptas impunham a seus povos. Mas ela também percebeu o quão desprotegida e vulnerável era sua situação. Durante sua carreira como líder social, recebeu ameaças de morte e violência sexual. Foi presa e espancada pela polícia.