OSul Global está à beira de uma crise da dívida pública.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 36 países pobres estão endividados ou com alto risco de endividamento. Chade, Etiópia e Gana estão conduzindo negociações para a reestruturação de suas dívidas, que são tão altas que dominam o orçamento público. Pelo menos 62 países gastaram mais com suas dívidas do que investindo em saúde no auge da pandemia de Covid-19.
Da mesma forma, os países em desenvolvimento (excluindo a China) precisam de pelo menos US$ 1 trilhão a mais por ano até 2030 — mais ou menos 4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) — para impulsionar o desenvolvimento sustentável e alcançar as metas climáticas. Essas mesmas nações carregam o peso de uma crise climática que não foi causada por elas, e sim pelos países ricos. A frequência crescente de eventos extremos como enchentes, secas e furacões ameaça o bem-estar da humanidade — e agrava os déficits fiscais.