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Brasil deve ajudar na crise da dívida do Sul Global

Com a recuperação de suas credenciais no cenário internacional, o país tem a oportunidade de contribuir com as negociações

Lula caminha ao lado do presidente chinês, Xi Jinping
O Brasil tem fortes relações diplomáticas com os principais credores, da China aos membros permanentes do Clube de Paris
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OSul Global está à beira de uma crise da dívida pública.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 36 países pobres estão endividados ou com alto risco de endividamento. Chade, Etiópia e Gana estão conduzindo negociações para a reestruturação de suas dívidas, que são tão altas que dominam o orçamento público. Pelo menos 62 países gastaram mais com suas dívidas do que investindo em saúde no auge da pandemia de Covid-19.

Da mesma forma, os países em desenvolvimento (excluindo a China) precisam de pelo menos US$ 1 trilhão a mais por ano até 2030 — mais ou menos 4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) — para impulsionar o desenvolvimento sustentável e alcançar as metas climáticas. Essas mesmas nações carregam o peso de uma crise climática que não foi causada por elas, e sim pelos países ricos. A frequência crescente de eventos extremos como enchentes, secas e furacões ameaça o bem-estar da humanidade — e agrava os déficits fiscais.