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Brasil: “sem mulheres, não há democracia”

No meio dos gritos de “Fora Temer!”, as feministas estão lembrando ao Brasil a necessidade de reinstaurar Rousseff no cargo e de garantir os direitos humanos e a dignidade social. Español English

By Ani Hao
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Duas mulheres juntam-se a milhares de mulheres negras de todo o Brasil num protesto contra a violência e a discriminação em Bras
Duas mulheres juntam-se a milhares de mulheres negras de todo o Brasil num protesto contra a violência e a discriminação em Bras

Duas mulheres juntam-se a milhares de mulheres negras de todo o Brasil num protesto contra a violência e a discriminação em Brasília, Brasil. 2015. AP/Eraldo Peres. Todos os direitos reservados.

No meio de uma crise política social e econômica de proporções históricas, as mulheres brasileiras estão empenhadas na construção, de uma rede de solidariedade feminista para lutar pelos seus direitos e reclamar uma sociedade mais justa e inclusiva. A primeira mulher eleita como presidente do país, Dilma Rousseff,  foi afastada do cargo por um período de 180 dias e enfrenta-se destituída. Desde que o governo interino de Michael Temer – formado exclusivamente por homens brancos – assumiu o poder, o Foro Econômico Mundial (FEM) calculou que o Brasil cairá da 85º para a 107º posição no ranking mundial de equidade de gênero do FEM.

Quando ainda era presidente, Rousseff e o seu governo nem sempre mantiveram uma relação de afinidade com os diferentes movimentos feministas. Tendia a existir uma linha de separação muito marcada entre feministas que tentavam trabalhar com o governo para melhorar as politicas públicas voltadas para mulheres, e aquelas que as rejeitavam aludindo à falta de avanços na área dos direitos reprodutivos, à falta de presença de mulheres na política e à falta dos temas de gênero na educação, entre outras questões.