
Da esquerda à direita Xi Jinping (China) , Solis (Costa Rica) , Correa (Equador) e Gladstone (Bahamas) , numa cimeria em Pequim , China, em janeiro de 2015. Foto AP / Ng Han Guan.
“A Venezuela não atrasará o pagamento de suas dívidas”, diz o título de um recente editorial no Diário do Povo, canal oficial de comunicação do Partido Comunista chinês. O artigo oferece, ao mesmo tempo, uma afirmação ousada e uma demonstração de realpolitik. “Qualquer país, não importa a ideologia política do partido governante, prioriza o desenvolvimento econômico e a melhora das condições de vida de seu povo. Que país neste mundo não gostaria de pegar carona no trem-bala chinês rumo ao desenvolvimento econômico?”
Este editorial era uma resposta a uma onda de especulações sobre a solvência do governo venezuelano frente aos problemas econômicos do país, o que poderia precipitar o fim do governo Chavista, que mantem laços de amizade com Pequim há mais de uma década.