O presidente eleito da Costa Rica, Rodrigo Chaves, tem um histórico comprovado de assédio sexual durante seus anos como economista de alto escalão do Banco Mundial. Ele também se comprometeu pessoalmente a reverter a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e a proibir a educação de gênero.
Concorrendo como um outsider anti-establishment, Chaves venceu o segundo turno em 3 de abril com 53% dos votos, derrotando o ex-presidente José Maria Figueres, que obteve 47% dos votos. Apenas 57% do eleitores aptos a votar foram às urnas, valor inferior ao do primeiro turno da eleição presidencial de fevereiro.
No dia 25 de março, poucos dias antes do segundo turno, Chaves assinou uma "declaração de intenções" proposta por pastores evangélicos ultraconservadores, comprometendo-se “diante de Deus” a remover a "ideologia de gênero" da educação pública, rever as normas vigentes sobre aborto e tratamentos de fertilidade e resistir a qualquer iniciativa de flexibilizar as leis sobre aborto e eutanásia.