Em 1944, com a Segunda Guerra Mundial ainda em andamento, o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt, apelou por um novo futuro para a economia global e sua governança. Assim, representantes das potências aliadas se reuniram em Bretton Woods, no estado norte-americano de New Hampshire, para formular esse novo sistema econômico global – que incluiu o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
“Não podemos nos dar ao luxo de ter [prosperidade] espalhada aqui ou ali entre os afortunados ou desfrutada às custas de outros”, disse Henry Morgenthau, secretário do Tesouro dos EUA na época.
Morgenthau, que presidiu a Conferência de Bretton Woods, explicou mais tarde que encarregar as instituições internacionais de ajudar a desenvolver os recursos do mundo para o benefício de todos exigiria: extender apoio financeiro aos países em dificuldades econômicas; reforçar a soberania econômica por meio do acesso confiável às finanças públicas internacionais; e disciplinar o abuso de poder econômico por parte de grandes atores, tanto Estados quanto corporações.