No ano passado, 39 defensores dos direitos humanos ambientais foram vítimas de ataques no México. Destes, 15 foram mortos.
De acordo com o último relatório do Centro Mexicano de Direito Ambiental, entre 2012 e 2019, houve 499 ataques a ativistas pela defesa do meio ambiente, da terra e do território, que ocorreram na grande maioria dos estados. Este fato indica a existência de padrões e práticas permanentes e difusos que culminam na violação sistemática e generalizada do direito à vida, integridade e segurança pessoal, proteção judicial e garantias processuais deste grupo em uma situação de vulnerabilidade. A violência sofrida pelos defensores dos direitos humanos ambientais, suas organizações e comunidades, além de ser direta, é de natureza estrutural.
Para tanto, de acordo com o Relator Especial das Nações Unidas Michel Forst sobre a situação dos defensores dos direitos humanos ambientais no mundo, a causa das violações sistemáticas reside no desequilíbrio de poder entre o Estado e as comunidades locais. Isso se deve à exclusão do acesso à informação e da participação pública na tomada de decisões relativas à exploração dos recursos naturais e à distribuição equitativa dos benefícios econômicos resultantes.