O jargão contemporâneo das Relações Internacionais nos familiarizou, entre outras pérolas, com o termo "geopolítica". Mas o que isso significa? Parece bom: geo implica terra, ou sua esfera mineral, duro como uma rocha; seguido por política. Cunhado em 1902 por um cientista social escandinavo, o termo pegou. Apesar de sua referência à rocha, “geopolítica" carece de peso, porque não carrega as implicações diplomáticas de "relações internacionais" ou diplomacia, compromisso e negociação; talvez seja essa uma das razões pelas quais o líder russo, Vladimir Putin, prefere esse termo.
Como palavra técnica, implica que as ações podem ser determinadas por e a partir da comunidade de especialistas, superando assim a opinião popular e as forças democráticas. É claro que a infinidade de desafios que os verdadeiros internacionalistas enfrentam hoje não podem ser resolvidos com palavras, nem com a criação de mais um comitê.
A ONU, na sua forma atual, é incapaz de cumprir as promessas feitas entre os atores internacionais que possibilitaram o fim da Guerra Fria (a perseverança da OTAN não é o menor desses anacronismos) e o fim do colonialismo tradicional após as revoltas anticoloniais forças que se seguiram à Segunda Guerra Mundial.