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Devem as agências de financiamento partilhar o sacrifício da transformação social?

Quais os padrões de comportamento que devemos esperar dos líderes das fundações, organizações não-governamentais e agências de ajuda? Español French English

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Manifestantes em Ginowan, Japão. Fotografia: Nathan Keirn de Kadena-Cho, Japão. CC BY-SA 2.0 via Wikimedia Commons

Todos os dias, em lugares como Standing Rock, Ferguson, Alepo e Hong Kong, dezenas de milhares de pessoas colocam as suas vidas e o seu bem-estar em risco ao lutar pelos direitos humanos. Se são pagos, os montantes que auferem são muito baixos e os riscos são muitas vezes elevados, pelo que sacrifícios são exigidos a todos os envolvidos. Os interesses pessoais são subordinados à solidariedade e à causa, construindo desta forma um tecido social forte. A consistência entre as palavras e os atos é essencial para estabelecer relações de mutua lealdade e confiança.

Tendo em conta estes imperativos, não é lógico esperar que os financiadores, conselheiros e outros intermediários – que apoiam estas lutas à distancia e que ganham publicidade e legitimidade com elas – obedeçam aos mesmos padrões de comportamento?