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O 'direito de se defender': um argumento com uma história colonial sangrenta

Somente aqueles que invadiram e institucionalizaram suas leis têm "o direito de se defender".

Policiais à cavalo atirando em nativos
Cavalaria ataca nativos australianos durante o massacre de Slaughterhouse Creek em 1838 - Wikimedia Commons/Domínio Público
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Durante a conquista espanhola das Américas, que começou em 1492, os povos indígenas foram despojados e massacrados aos milhões. Em algumas ocasiões, os indígenas resistiram e mataram alguns dos colonizadores espanhóis. Quando o fizeram, os espanhóis retaliaram com mais massacres.

“Eles estão nos atacando e temos o direito de nos defender”, disseram os colonizadores.

A maioria dos europeus brancos da época concordou. Eles agiram como se a diferença entre quantos foram mortos pelos indígenas e quantos pelos colonizadores não importasse. Agiram como se não importasse quem invadiu a casa de quem e quem subjugou quem. Para eles, o que importava era: “Eles estão nos atacando e temos o direito de nos defender”.