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Drag “cholita” usa arte para enfrentar a exclusão na periferia da Argentina

Com Bartolina Xixa, a personagem andina “drag folk”, Maximiliano Mamaní luta contra desafios de estereótipos de gênero e folclore na periferia argentina.

Drag “cholita” usa arte para enfrentar a exclusão na periferia da Argentina
Richard B. Levine/SIPA USA/PA Images.
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No meio de um grande lixão cercado de neblina, uma figura de saia rosa pastel e longas tranças dança uma vidala, uma forma de poesia tradicional acompanhada de música típica do folclore argentino.

É Bartolina Xixa, a personagem andina “drag folk” criada por Maximiliano Mamaní, que reavalia o folclore do norte argentino a partir de uma perspectiva de gênero e busca a descolonização com foco nos povos indígenas.

Em seu trabalho mais recente, “Ramita Seca, la colonialidad permanente”, o artista escolheu a locação ao ar livre de Hornillos, localizada na Quebrada de Humahuaca, uma região declarada Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO em 2003.