A luta por direitos humanos na América Latina teve importantes desdobramentos nos últimos meses. Em Honduras, Roberto David Castillo foi considerado culpado como um dos autores intelectuais do assassinato de Berta Cáceres, mais de cinco anos após o crime.
Enquanto isso, no Brasil, houve novas reviravoltas nas investigações da morte de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Mudanças no comando das apurações sobre o caso ocorridas tanto na Delegacia de Homicídios da capital fluminense quanto no Ministério Público do Rio de Janeiro reforçam a sensação de que as autoridades permanecem presas num labirinto três anos e meio depois dos assassinatos.
Ambos os casos são fortes lembretes da ameaça enfrentada pelos defensores na região e dos frágeis mecanismos de proteção à sua disposição. Ativistas continuam a ser alvo de violência, enquanto justiça e responsabilização ainda parecem muito distantes – de acordo com um relatório recente da Global Witness, três quartos das mortes de defensores ambientais em 2020 aconteceram na América Latina.