Em 22 de abril de 2021, entrou em vigor na América Latina o Acordo de Escazú, uma ferramenta de segurança do meio ambiente e de quem o protege que deveria ser rapidamente adotado pelos governos regionais. Mas a realidade é outra.
Nove anos. Essa foi a duração das negociações, passos políticos e legislativos para que o Acordo de Escazú fosse ratificado por 12 países latino-americanos.
Em uma região onde a exploração de matérias-primas disparou nas últimas três décadas, a assinatura de um acordo que protegeria os recursos naturais e aqueles que os defendem da predação era necessária – senão urgente. A dependência da extração de commodities como ouro, carvão e petróleo levou ao surgimento de conflitos ambientais em diversos países latino-americanos.