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Assassinato de candidato presidencial agrava crise no Equador

Por trás do assassinato de Fernando Villavicencio há uma teia de violência, tráfico de drogas e corrupção que assola o país

Assassinato de candidato presidencial agrava crise no Equador
Fernando Villavicencio era aliado do atual presidente, Guillermo Lasso
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Fernando Villavicencio, de 59 anos, um dos oito candidatos às eleições antecipadas à presidência do Equador, foi assassinado nesta quarta-feira, 9 de agosto, durante uma manifestação pública. O suposto assassino morreu em um incidente confuso com a polícia. O presidente Guillermo Lasso disse estar "indignado e chocado" e atribuiu o assassinato ao "crime organizado".

O atentado contra Villavicencio se soma aos assassinatos do prefeito de Manta, Agustín Intriago; de Ryder Sánchez, candidato ao parlamento; e de Miguel Santos Burgos, diretor de Planejamento, Ordenamento e Terras do Município de Durán, em Guayas, regiõs-chave nas rotas de negócios ilícitos.

Pelo menos 40 tiros foram registrados durante o atentado. Parte do time de segurança de Villavicencio era composto por policiais em serviço passivo. Seis suspeitos foram detidos e nove pessoas ficaram feridas. Villavicencio estava acompanhado por ex-parlamentares do Movimento Pachakutik que apoiaram a defesa de Lasso no processo de impeachment contra ele.