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Meio século depois, a justiça chega para o povo Krenak

Tribunal condenou o governo federal, o de Minas Gerais e a Funai por violações de direitos humanos durante a ditadura militar

Homem com o rosto pintado de branco
Indígena Krenak durante manifestação em Brasilia, 24 de abril de 2019 - Adriano Machado/REUTERS/Alamy Stock Photos
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Meio século depois que o ancião Jacó Krenak e dezenas de outros indígenas foram presos e levados à força a campos de concentração administrados pela ditadura militar brasileira, um tribunal federal ordenou que o governo peça desculpas e indenize o povo Krenak.

Em 13 de setembro, a juíza Anna Cristina Rocha Gonçalves condenou o Governo Federal, o governo do estado de Minas Gerais e a Fundação Nacional do Índio (Funai) pelos crimes cometidos contra o povo Krenak no sudeste de Minas Gerais durante a ditadura militar (1964 a 1985). Ela ordenou que o Governo Federal organize uma cerimônia de desculpas públicas com cobertura nacional.

“A justiça, embora lenta, está sendo feita”, disse o líder indígena Geovani Krenak, neto de Jacó Krenak, à Mongabay. “O espírito de nossos guerreiros assassinados, como meu avô, [agradece] essa decisão.”