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Grupo indígena ganha direito inédito de responder a ataque racista de Bolsonaro

Uma juíza federal determinou que sites do governo devem publicar carta do povo indígena Kinja como parte de seu direito de responder à retórica racista do governo do presidente. English Español

Grupo indígena ganha direito inédito de responder a ataque racista de Bolsonaro
Povo indígena Kinja durante uma cerimônia na reserva Waimiri-Atroari em 2019
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Um tribunal brasileiro concedeu ao povo indígena Kinja um direito de resposta inédito a uma acusação racista, uma medida que especialistas em direito afirmam que poderia virar o jogo diante da crescente discriminação por parte do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em sua decisão, a juíza federal substituta Raffaela Cássia de Sousa, da 3ª Vara Federal de Manaus, determinou que sites oficiais do governo publiquem uma carta do povo indígena Kinja (também chamados Waimiri-Atroari) por 30 dias, entre outras medidas.

A decisão, emitida em 30 de março, é o resultado de uma série de declarações ofensivas de representantes do governo sobre a resistência do grupo indígena ao plano de construção de uma linha de transmissão de energia elétrica de 720 quilômetros que atravessará a Terra Indígena Waimiri-Atroari na floresta amazônica.