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O que a justiça significa para os indígenas sobreviventes de genocídio no Canadá?

A descoberta de novos túmulos de crianças indígenas levadas pelo governo para assimilação forçada choca o mundo – finalmente

Mulher e criança se abraçando em frente das escadas
Instalação em Vancouver em homenagem às 215 crianças indígenas cujas sepulturas não marcadas foram descobertas em maio - JSMimages/Alamy Stock Photo
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Imagine se seu filho fosse arrancado de seus braços pela polícia que estava aplicando as leis de seus opressores; se o diabo disfarçado de assimilação e colonização forçadas, de instituições administradas pela igreja, roubasse seus filhos – e sua carne e sangue fossem espancados, violados sexualmente, envergonhados e despojados de sua identidade; ou se seu filho – ou tia, tio, irmão ou irmã – morresse de desnutrição em condições de vida insalubres ou fosse assassinado por seus agressores. A sensação é de que seu coração batendo estivesse sendo arrancado de seu peito.

Os espíritos das crianças indígenas perdidas clamam por justiça. Finalmente, o mundo parece estar prestando atenção.

A recente descoberta de um cemitério em Saskatchewan, no Canadá, contendo milhares de ossos – os restos mortais de 751 pessoas, incluindo diversas crianças que foram forçadas a viver em casas dos horrores conhecidas como 'escolas residenciais indígenas' – chocou o mundo. Isso aconteceu poucas semanas depois de uma descoberta semelhante, na Colúmbia Britânica, onde os restos mortais de 215 crianças foram encontrados em túmulos não identificados em outra antiga escola residencial. Logo, há poucas semanas, foi feita uma terceira descoberta de 182 túmulos não identificados em outra escola na Colúmbia Britânica.