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As mentiras de Bolsonaro

O governo de Bolsonaro usa mentiras, fake news e policiais corruptos para tentar silenciar seus críticos. Nesse sentido, é fascista. Español English

As mentiras de Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sergio Moro durante a partida entre Brasil e Peru, final da Copa América 2019 no Rio de Janeiro.
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Jair Bolsonaro faz um governo de mentira. De mentiras. Eleito por uma campanha feita à base de fake news (notícias falsas), insultos a adversários e discursos de ódio contra LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros), mulheres, quilombolas e comunistas, uma vez presidente da República, Bolsonaro decidiu governar o país com os mesmos ingredientes, cercando-se de gente tão mau-caráter quanto ele para levar adiante seu empreendimento fascista.

Sim, embora a imprensa séria brasileira ainda tenha pudores em usar esta palavra (e mesmo a expressão "governo de extrema-direita", usada pela imprensa europeia para se referir ao governo Bolsonaro), a verdade é que o país está sob um governo fascista. E se, antes, faltavam dois elementos –o antissemitismo e o uso do aparato do Estado, em especial as polícias, para cercear a imprensa e perseguir a dissidência política– para caracterizar, de uma vez por todas, Bolsonaro e sua hoste como fascistas, agora já não faltam mais:

1) O site do Exército Brasileiro e seu perfil oficial no Twitter decidiram homenagear e tratar como "mártir" o nazista Eduard Ernest Thilo Otto Maximilian von Westernhagen, condecorado por Hitler e que foi morto no Brasil por membros do Colina, grupo de resistência à ditadura militar e seu terrorismo de Estado.