Fartos das guerras estrangeiras, os oficiais portugueses derrubaram o Primeiro Ministro Marcello Caetano em 25 de abril de 1974. Muitas ex-colônias, então, viram a oportunidade de definir seu próprio futuro.
Angola tinha sido a mais rica das colônias portuguesas, com grande produção de café, diamantes, minério de ferro e petróleo. Das ex-colônias, tinha a maior população branca – 320 mil, de cerca de 6,4 milhões de habitantes. Quando 90% de sua população branca fugiu em 1974, Angola perdeu a maior parte de sua mão de obra qualificada.
Três grupos disputaram o poder. O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por Agostinho Neto, era a única alternativa progressiva. A Frente Nacional de Libertação de Angola (FLNA), liderada por Holden Roberto, ganhou o apoio do líder de direita do Zaire, Joseph Mobutu, conspirador no assassinato de Patrice Lumumba. Jonas Savimbi, que dirigia a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), trabalhou junto ao regime do apartheid da África do Sul.