
Lula da SIlva e Dilma Rousseff em 2010. Ricardo Stuckert/Flickr. Some rights reserved.
Quando Marcelo Odebrecht, presidente da principal construtora do Brasil e uma das 25 maiores do mundo, foi preso no dia 19 de junho no marco das investigações sobre corrupção na Petrobras, acenderam-se todos os alarmes no governo de Dilma Rousseff, no paralisado Partido dos Trabalhadores (PT) e no conjunto da esquerda brasileira. A mensagem era clara: o próximo podia ser Lula. O ex-presidente foi o primeiro a reconhecer que sua proximidade com Odebrecht, cuja empresa lhe financiou campanhas eleitorais e viagens, o colocava inevitavelmente na linha de tiro dos investigadores.
Uma semana antes, no dia 13 de junho, no marco do quinto congresso do partido, Lula formulou uma dura crítica ao PT. Contrastou o espírito militante do período fundacional, faz já três décadas, com o estilo imperante agora. “Hoje só se pensa no cargo, no emprego, em ser eleito, e ninguém trabalha de forma militante”. Acrescentou que seria necessária “uma revolução interna para atrair a juventude”.