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O metaverso de Zuckerberg é uma extração capitalista de nossos dados

Para construir um futuro melhor, precisamos enfrentar a Big Tech e rejeitar o cerco do mundo virtual

Mark Zuckerberg falando frente ao logo do Metaverse
Mark Zuckerberg é sobre exercer uma forma de poder ainda mais incisivo
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Em 28 de outubro, Mark Zuckerberg anunciou que o Facebook seria rebatizado de Meta. A ocasião foi provavelmente uma estratégia de relações públicas para quebrar a tendência de queda do gigante da tecnologia.

No ano passado, a empresa que vale US$ 1 trilhão enfrentou audiências antitruste do Congresso dos EUA e depoimentos de uma ex-funcionária, Frances Haugen, que revelou, entre outras coisas, que a empresa tinha conhecimento do papel das plataformas nos problemas de auto-estima entre adolescentes e a amplificação do discurso de ódio e desinformação no Sul Global, mas optou por não agir sobre as questões.

Com o lançamento do Meta e o anúncio de um espaço de realidade virtual online chamado metaverso, Zuckerberg agora tenta desviar a atenção desse escrutínio público para um mundo que não existe e no qual ninguém foi prejudicado — ainda.