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Morte do 'índio do buraco' em Rondônia marca o fim dos Tanaru

A morte do homem cimenta a extinção de uma etnia, mostrando que a política brasileira não está protegendo os povos isolados

Morte do 'índio do buraco' em Rondônia marca o fim dos Tanaru
O 'índio do buraco' foi encontrado morto em 23 de agosto | Funai
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O último indígena isolado voluntariamente da Terra Indígena Tanaru, conhecido como o “índio do buraco”, foi encontrado morto na maloca, na terça-feira (23), pelo sertanista Altair José Algayer, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé da Fundação Nacional do Índio (Funai), no sul de Rondônia.   

O indigenista Marcelo dos Santos, que trabalhou na proteção do indígena Tanaru, disse que o sertanista Altair José Algayer fazia o monitoramento territorial quando encontrou o corpo do isolado, que aparentava ter 60 anos.

“Ele foi encontrado na rede e coberto de penas de arara. Acreditamos que o corpo, isso é só especulação, não sou legista, estava lá há uns 40 a 50 dias. Ele estava esperando a morte, não tinha sinais de violência. O Altair fazia visitas, quatro ou cinco vezes por ano. Mas é preciso investigar se houve alguma doença ou contaminação”, afirma Marcelo dos Santos.