Ao menos 20 balsas de garimpeiros já estão operando livremente no rio Madeira, na parte mais ao centro do estado do Amazonas, atividade proibida desde 2017 pela Justiça Federal. A reportagem decidiu sobrevoar o local após saber da notícia da retomada do garimpo ilegal. Partindo de Manaus, o sobrevoo foi realizado no fim da manhã e início da tarde de sábado (16) no entorno das comunidades ribeirinha Rosarinho e indígena Urucurituba, no município de Autazes (AM), nas proximidades do município de Nova Olinda do Norte. Na mesma região, a reportagem identificou desmatamentos no entorno das terras indígenas do povo Mura.
O prefixo da aeronave não será divulgado por medida de segurança. No ano passado, nesse mesmo percurso, um piloto relatou que seu avião foi recebido a tiros por garimpeiros. O destino principal da reportagem foi o município de Autazes, que por terra tem acesso pela rodovia federal BR-319 (Manaus/Porto Velho (RO). De avião, são 113 quilômetros em linha reta da capital.
Para ingressar nessa área, os garimpeiros também usam a rodovia para o abastecimento das balsas no rio Madeira. Eles utilizam estradas secundárias pelas comunidades de Realidade, a 100 quilômetros do centro de Humaitá, e Democracia, no município de Manicoré, ambas no sul do Amazonas.