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Proibido desde 2017, garimpo volta ao Rio Madeira

Sobrevoou no município de Autazes, no Amazonas, revela dezenas de balsas de extração ilegal de ouro em plena atividade

Proibido desde 2017, garimpo volta ao Rio Madeira
Duas balsas de garimpo no Cacau Pirêra, ao lado da Ponte Rio Negro | Alberto César Araújo/Amazônia Real
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Ao menos 20 balsas de garimpeiros já estão operando livremente no rio Madeira, na parte mais ao centro do estado do Amazonas, atividade proibida desde 2017 pela Justiça Federal. A reportagem decidiu sobrevoar o local após saber da notícia da retomada do garimpo ilegal. Partindo de Manaus, o sobrevoo foi realizado no fim da manhã e início da tarde de sábado (16) no entorno das comunidades ribeirinha Rosarinho e indígena Urucurituba, no município de Autazes (AM), nas proximidades do município de Nova Olinda do Norte. Na mesma região, a reportagem identificou desmatamentos no entorno das terras indígenas do povo Mura.

O prefixo da aeronave não será divulgado por medida de segurança. No ano passado, nesse mesmo percurso, um piloto relatou que seu avião foi recebido a tiros por garimpeiros. O destino principal da reportagem foi o município de Autazes, que por terra tem acesso pela rodovia federal BR-319 (Manaus/Porto Velho (RO). De avião, são 113 quilômetros em linha reta da capital. 

Para ingressar nessa área, os garimpeiros também usam a rodovia para o abastecimento das balsas no rio Madeira. Eles utilizam estradas secundárias pelas comunidades de Realidade, a 100 quilômetros do centro de Humaitá, e Democracia, no município de Manicoré, ambas no sul do Amazonas.