Para mulheres como Lúcia, do Coletivo Solecito, a busca de restos mortais em covas clandestinas representa uma oportunidade para cumprir uma promessa a seu filho, que desapareceu em 2013 no estado costeiro de Veracruz, México.
Essa promessa é a de não desistir até que ele seja encontrado, mesmo que isso signifique tomar tais ações sinistras, enquanto lida com autoridades negligentes e coloca sua segurança em risco em um estado onde a linha entre o crime organizado e o governo é tênue. A história de Lúcia tem nuances únicas e, ao mesmo tempo, é a história de centenas de mulheres em todo o país que dedicam suas vidas a encontrar pessoas desaparecidas diante das omissões do Estado.
Por ocasião do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, comemorado em 30 de agosto, este artigo procura destacar o papel de liderança que as mães, avós, esposas, irmãs e filhas de desaparecidos tem desempenhado no desenvolvimento da agenda pela verdade e justiça, bem como na luta contra a impunidade no México.