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Mulheres em busca de desaparecidos no México: uma perspectiva de gênero

As mães, avós, esposas, irmãs e filhas de desaparecidos desempenham um papel de liderança na agenda pela verdade e justiça, bem como na luta contra a impunidade.

Familiares dos 43 estudantes desaparecidos em Ayotzinapa, México, participam de um protesto em 20 de janeiro de 2020 na Cidad
Familiares dos 43 estudantes desaparecidos em Ayotzinapa, México, participam de um protesto em 20 de janeiro de 2020 na Cidade do México
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Para mulheres como Lúcia, do Coletivo Solecito, a busca de restos mortais em covas clandestinas representa uma oportunidade para cumprir uma promessa a seu filho, que desapareceu em 2013 no estado costeiro de Veracruz, México.

Essa promessa é a de não desistir até que ele seja encontrado, mesmo que isso signifique tomar tais ações sinistras, enquanto lida com autoridades negligentes e coloca sua segurança em risco em um estado onde a linha entre o crime organizado e o governo é tênue. A história de Lúcia tem nuances únicas e, ao mesmo tempo, é a história de centenas de mulheres em todo o país que dedicam suas vidas a encontrar pessoas desaparecidas diante das omissões do Estado.

Por ocasião do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, comemorado em 30 de agosto, este artigo procura destacar o papel de liderança que as mães, avós, esposas, irmãs e filhas de desaparecidos tem desempenhado no desenvolvimento da agenda pela verdade e justiça, bem como na luta contra a impunidade no México.