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O paradoxo brasileiro

A atual administração brasileira não aborda as deficiências políticas anteriores de forma construtiva. Aqui está o Preâmbulo do novo livro de Lena Lavinas: A financeirização da política social: o caso brasileiro. Español English

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Foto: Lula Marques/Agência PT (Flickr), CC BY 2.0. Alguns direitos reservados.

A financeirização da política social: o caso brasileiro explora três questões estreitamente relacionadas, em diferentes níveis de análise: primeiro, neoliberalismo e financeirização, tanto como características definidoras do capitalismo contemporâneo quanto como catalizadores da reprodução social. Em segundo lugar, a financeirização no Brasil, com foco nas políticas macroeconômicas e financeiras implementadas pelas administrações federais lideradas pelo Partido dos Trabalhadores (PT, no poder entre 2003 e 2016). Em terceiro lugar, o papel único e singularmente significativo de política social na financeirização brasileira. Ao fazer isso, O caso brasileiro oferece uma acusação incômoda do modelo socialista ou "neo-desenvolvimentista" associado aos presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O neoliberalismo é a fase atual do capitalismo global e a financeirização é o núcleo econômico do neoliberalismo. Em país após o país, o neoliberalismo e a financeirização reorganizaram os processos de produção, intercâmbio, distribuição e acumulação de valor e levaram ao surgimento de modos distintivos de reprodução social, incluindo modos específicos de governança, ideologias e subjetividades. Neste contexto, a financeirização da vida cotidiana intensificou a sujeição das famílias aos mercados e processos financeiros em quase todos os lugares.