Durante a 50ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em outubro, os Estados membros decidiram sobre as políticas e ações que vão nortear o fórum multilateral no próximo ano.
Como a Anistia Internacional vinha alertando, esta Assembleia representava a oportunidade para que os países que a compõem centrassem suas atuações no quesito dos direitos humanos e assim, entre outras coisas, condenassem energicamente as medidas repressoras adotadas por alguns países do hemisfério americano para combater a pandemia de Covid-19.
O emprego de medidas repressivas não é novidade em nosso continente. Na carta aberta que divulgamos na ocasião desta Assembleia Geral, que foi acompanhada por uma projeção multimídia sobre a fachada do edifício principal da OEA, denunciamos como as medidas repressivas tomadas durante a pandemia foram uma continuidade do que já havíamos presenciado antes no continente. Em países como Chile e Nicarágua, testemunhamos medidas repressivas que acabaram em graves violações dos direitos humanos, inclusive crimes do direito internacional, cometidos com o objetivo de calar aqueles que se manifestavam para fazer reivindicações sociais.